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7 de maio de 2012

Distrito de Cuiabá - Minas Gerais Circuito dos Diamantes


CUIABÁ, SEUS CAUSOS, MITOS E CRENÇAS

            Conhecer o Cuiabá com suas belas paisagens, suas comidas feitas em fogão de lenha, sua hospitalidade, sua tranquilidade e sossego é algo prazeroso e deveras muito valioso. Resgatar as nossas origens e conhecer em pleno século XXI um lugar como este é mesmo algo maravilhoso.
            Tão maravilhoso como conhecer este lugar é conhecer as suas crenças, histórias, causos e mitos. Causos estes de grande importância para a comunidade que os conta como se os vivenciassem ainda hoje. Causos como o da “Galinha Choca”, do “Cavalheiro Andante” e da “ Noiva do Eucalipto”. 
            Certamente, até hoje muitos dos seus moradores acreditam e vivenciam tais fatos, pois segundo relatos dos mesmos, até hoje ouvem os passos do “Cavalheiro Andante” e seu cavalo depois da meia noite, andando aos arredores da “Rua Principal”. Muitos rapazes já viram a Noiva do Eucalipto a vigiá-los, tentando encontrar uma maneira de puxá-los para dentro da plantação do eucalipto a fim de encontrar um noivo que queira casar com ela.
            E a “Galinha Choca”? Esta muitos a ouvem ao redor da igreja de Nossa Senhora da Conceição a cacarejar, mas nunca a vêem.
            Este é o Cuiabá, lugar acolhedor e aconchegante, lugar de descanso, paz e de uma boa prosa recheada de contos, causos e histórias que nos fazem viajar na imaginação e reforçam que ainda existem muitas belezas que não conhecemos. 
 P/ Leila Karla Cunha



Nesse último feriado do dia 1º de maio, um grupo de doze amigos e eu passamos dias agradáveis no Cuiabá. Chegamos a Gouveia no dia 27 de abril de 2012 e logo em seguida demos início a uma caminhada noturna até aquela localidade (8 km). Fizemos nossa base no vilarejo e  hospedamos em pousadas domiciliares, projeto recém implantado na região. A partir de lá visitamos outras comunidades, sempre usando trilhas. As localidades visitadas foram: Barão de Gaucuí, onde se encontra uma estação ferroviária desativada nos anos setenta (11 km), Bocaina (2,5 km), Fazenda do Engenho 5,5 km. Visitamos também cachoeiras, Pinturas Rupestres e Campos de Sempre-Vivas.





Participaram dessa caminhada noturna, Edson Fatini, João Batista Chagas, Helena Portilho, Afrânio Gomes, Celso Cirilo e Helder Moraes Pinto o fotografo. O restante da turma chegaria em Gouveia no dia seguinte, sábado.















Quando chegamos ao vilarejo já passavam das duas horas da manhã. Ladico e Tânia nos aguardavam preocupados. Algumas horas de sono e já estávamos prontos para mais um dia de caminhada. O Simão Nunes vem nos dar boas vindas. Hoje o nosso destino seria até a estação ferroviária de Barão de Guacuí. Programamos voltar a tardinha a Cuiabá.   



Após o café da manhã iniciamos a caminhada tomando a direção norte. Passamos pela praça principal onde víamos a Igreja católica de Nossa Senhora da Conceição e alguns metros a frente a frondosa gameleira, ponto de encontro dos visitantes e moradores da localidade.  






Saímos do Vilarejo do Cuiabá  atravessamos um córrego, seguimos por uma trilha quase apagada sobre o gramado. 








A conversa entre os participantes segue muito animada, o Edson Fatini, caminhante experiente,  vai nos contando sobre seus passeios com o grupo Bhgrinos.






A casa do Edvânio fica em um local aprazível na encosta da montanha. Um gramado muito verde na frente da casa, muitas bananeiras e alguns animais domésticos. Esse cão vem nos receber latindo muito, mas logo se torna amigo e nos acompanha até Barão de Guacuí.




Alguns metros a frente chegamos a um ponto mais alto e iniciamos uma longa descida que vai nos   levar ao Córrego do Bicho.



O cachorro que nos acompanhava encontrou um velho amigo, um gato, aqui cão e gato se dão muito bem e trocam caricias.




Atravessamos o Córrego do Bicho com águas cristalinas



Muitas flores nos campos mais altos do Espinhaço






Campos  de  Sempre Vivas  em Barão de Guaicui  









Essas manchas vermelhas nas pedras são indicadores de ar puro.






Retornando ao Vilarejo do Cuiabá no final tarde encontramos o Córrego do Bicho com maior volume de água e muito turvo, choveu muito em sua cabeceira, por pouco ficávamos sem condições de atravessa-lo. 




Na tarde sábado, o grupo  ficou ainda maior.  Chegou  a Cuiabá  o  Fernando Maia e seus amigos. Antes de iniciarmos a caminhada no domingo até a Bocaina, uma foto do grupo com moradores do vilarejo. 



Entre as localidades de Cuiabá e Bocaina passamos por uma gruta onde vimos algumas pinturas rupestres.


Nessa mesma gruta vários cocos (tamanho de um dedal), cortados cuidadosamente na mesma  altura por roedores.  


Pinturas Rupestres



Pinturas Rupestres




Nesse ponto bem elevado próximo a Bocaina a visão é de 360 graus.

Nada como um sol na cabeça e uma turma energizada para sairmos por aí investigando montanhas e desejando frutas de quintal, topando com vacas malhadas e cachorro passeador, falando com caipiras e invejando o ar que eles respiram e os sons de animais voadores que invadem seus ouvidos matutinos... Por Helder Moraes



Cachoeira da Fazenda do Engenho



Cachoeira da Fazenda do Engenho




Piloto faz pose para a foto, cão de propriedade de nosso guia Piu.



Fernando Maia, Afrânio Gomes, Edson Fatini e Simone Bernardes.



Simone e Helder Moraes




Fernando Maia e Abilio Dória - Vilarejo de Cuiabá



De volta a Gouveia passamos na casa de Beatriz e seu filho Denis.  Celso Cirilo aproveitou a visita para comprar o famoso doce de leite da região.


















Depois da ordenhar suas vacas, Denis estava as voltas com o tacho de doce de leite. Hoje sábado a Dona Beatriz estava na Feira dos Produtores Rurais em Gouveia comercializando a produção da semana.

Um comentário:

  1. Meu nome é Gustavo e sou o pai da Anna Paula, titular desse endereço.Adoro Cuiabá, lugar tranquilo de temperatura amena mas onde, no inverno, chega a gear! Há anos, muitos anos não vou até lá e, pelas fotos deste site, posso perceber o quanto aquele bucólico vilarejo ganhou algumas obras de urbanização e o que, penso, descaracterizou um pouco aquele santuário que, acredito, tenha surgido a partir de uma comunidade quilombola. No início da década de 70, quando meu pai era um sitiante no município de Gouveia e eu um pré-adolescente, ele levava a mim, meus irmãos e a minha mãe para passearmos por lá. Uma vez, na companhia do meu irmão caçula (Humberto) e de mais dois amigos da nossa mesma faixa etária, saímos à pé de Gouveia, por volta das 6 da tarde em direção a Cuiabá e onde haveria uma festa de casamento na casa de um dos conhecidos do meu pai Fernando (natural daquela Região). Foi uma agradável caminhada noturna e quando não faltaram estórias de mulas-sem-cabeça, curupiras, nego-dágua, a mulher gigante e, claro, lobisomens. Talvez, à época, eu contasse 12 anos de idade, não me lembro ao certo. Chegando a Cuiabá, fomos direto para a casa da Conceição, uma senhora
    negra descendente direta de escravos e que morava próximo às casas dos seus irmãos Renê e Cândido, esse último já cego e devido,em parte, à sua idade avançada. Foi uma noite agradável, sob a luz de lampiões e onde , pareceu-me, todo o Cuiabá compareceu. Pernoitamos na casa da Conceição e de onde retornamos no dia seguinte à Gouveia, também à pé. No trajeto, deliciamo-nos nas águas de um grande poço formado por um pequeno riacho e onde, no passado, havia funcionado uma fábrica de farinha de mandioca. Outras vezes voltei ao Cuiabá, porém a cavalo e sozinho, num passeio onde senti, pela primeira na minha vida, quando ainda criança, o gosto pela aventura de cavalgar no lombo ( em pelo ,sem arreio, o nosso cavalo "Troncho", companheiro de tantas outras andanças pela vizinhança de Gouveia). Desejo retornar ao Cuiabá, sim, levando comigo esposa, filhos e netos para emocionar-me com lembranças e novamente desfrutar de um lugar tão aprazível quanto aquele (Gustavo H. França Campos)

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